É. Eu cheguei. Não sabia que era desse jeito. Um monte de gente com roupa engraçada, me puxando, empurrando, dando tapinhas nas minhas costas. Eu... só chorei. Chorei muito mas era a maneira de exigir explicações de tudo o que estava acontecendo. Quem são essas pessoas? Por que correm comigo de um lado para o outro?
Foi então que um dos homens de verde me colocou nos braços de alguém.
O que eu pude fazer nessa hora? Continuei chorando, bem alto, sem dó. Queria irritar todo mundo já que eles estavam me irritando.
Até que ouvi a voz da pessoa em que eu estava nos braços. Sim, já tinha ouvido essa voz antes. Era bem familiar. Mais familiar do que podia imaginar. ERA A MAMÃE!!!!
Ainda bem que os homens de verde tiveram o bom senso de me deixar com ela no meio dessa confusão toda, mesmo que por um pouquinho.
Não precisava mais chorar. Me esforcei para abrir os olhos. Precisava conhecer essa voz que me acompanhou durante todo esse tempo que estive em sua barriga.
Agora, não era mais apenas uma voz. Era uma sombra, um vulto, que aos poucos vai tomando forma na medida em que cresço. Sua voz me deixa calmo, tranquilo, seguro.
Mas aí veio o homem de verde e me pegou de novo. Lasquei-lhe logo um grito no ouvido. Aposto que seu ouvido dói até hoje. Quem mandou me tirar do colo da mamãe???
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